1ª Semana do Cinema Nacional – Balanço


Beira-Mar, de Filipe Matzembacher, Márcio Reolon

O cinema do sul está caminhando aos poucos, infelizmente como o cinema de todos os cantos, ele acaba errando feio, principalmente ao tocar em um tema da mesma forma, com a mesma abordagem falha de sempre. Martin viaja ao litoral do Rio Grande do Sul para visitar parentes distantes e convida Tomaz para acompanhá-lo. O rapaz aceita a proposta de imediato, na esperança de reaproximar-se do amigo. Vivendo por dias em um universo à parte, o da viagem, os jovens exploram suas diferenças, refletem sobre o distanciamento surgido entre eles e se permitem a experiência de um interesse romântico. O mar, frio e revolto no inverno, é elemento essencial na composição desta jornada pessoal — os personagens isolam-se em uma casa de vidro na praia. Os atores são péssimos, os diálogos são péssimos, as situações são péssimas, o filme não exige nada nem do espectador e nem do próprio filme, um total desperdício de dinheiro e tempo.


O Contador de Histórias, de  Luiz Villaça

O que era para ser uma história contata por um contador de história, falha por não se aprofundar o suficiente na sua própria história, usar atores que não passam segurança alguma – o filme conta a história de Roberto Carlos Ramos que é internado por sua mãe em uma instituição para menores carentes em Belo Horizonte. Dotado de imaginação fértil, chega aos 13 anos analfabeto, com mais de 100 fugas no currículo, várias infrações e o diagnóstico de irrecuperável. O encontro com uma pedagoga francesa mudará, para sempre, a vida de Roberto – o filme é lotado de clichês, não se inova, o ator mirim que interpreta Roberto é péssimo, em outras palavras, o filme se sabota por falta de ousadia.


Entre Abelhas, de Ian Sbf

O mais incrível do filme é que Fábio Porchat não sabota o filme, não inteiramente, é uma história criativa, diferente e foi justamente por isso que o filme não foi muito bem nas bilheterias, justamente porque não é aquela comédia escrachada que a maioria espera de Porchat – Depois de se separar da sua mulher, Bruno começa a deixar de ver as pessoas, começando a tropeçar nelas, esbarrar, tudo sem ver. Com a ajuda da família, ele tenta melhorar sua situação e descobrir o que está acontecendo. Particularmente o filme não me agradou, mas como é diferente da maioria dos filmes nacionais, digo com mais ousadia, o filme se compensa.


Casa Grande, de Fellipe Barbosa

O olhar de um adolescente sob sua família que aos poucos, está se afundando financeiramente, foi um sucesso de crítica – não da minha parte – Jean é um adolescente rico que luta para escapar da superproteção dos pais, secretamente falidos. Quando o motorista de longa data é demitido, Jean tem a tão sonhada chance de pegar o ônibus público pela primeira vez, no ônibus, ele conhece Luiza, uma aluna da rede pública que começa a abrir seus olhos para as contradições de dentro e fora da casa grande. O filme carrega estereótipos, os personagens são clichês, os mesmo de sempre, as situações que já vimos em outros filmes não ajudam e o final deixou muito a desejar, uma pena.

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